Pensamentos inacabados
Diariamente vivemos escolhas feitas por outras pessoas.. perdemos os sentidos.. ignoramos a beleza.. compreendemos tudo de forma binária.. com medo de que um dia possa ser diferente.. olhemos a nossa volta.. o que realmente importa..
segunda-feira, 16 de julho de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Paredes
Existem diversas formas de grades, algumas feitas de cimento e ferro, outras de sonhos e ilusões, de condutas morais tidas como certas. A primeira pode prender o corpo, mas não a essência, pois mesmo tendo o corpo aprisionado, podemos pensar com liberdade, transpondo qualquer combinação de cimento e ferro. Afinal poucos hoje tem o privilégio de não terem grades em suas casas ou viver na triste condição de passarinho engaiolado, em viveiros de vinte ou trinta andares, o que de certa forma nos coloca como prisioneiros, que desesperadamente maquiam essa simples realidade em nome de poder viver seguros.
Embora viva eternamente descontente com essa condição de prisioneiro isso não me impede de realizar minha liberdade de outras formas, assim como um pássaro com as assas cortadas e engaiolado pode sonhar com o livre voou em uma imensidão de azuis, nós imobilizados em prisões que chamamos de lar, podemos sonhar ou criar outros tipos de realidades.
O que realmente me angustia não são os pássaros que, mesmo engaiolados, vivem em liberdade, pois em seus sonhos o céu esta sempre presente, mas aqueles pássaros que mesmo desprovido de qualquer empecilho físico, vivem em uma única árvore esperando as migalhas de pão de uma senhora que descontente com seus semelhantes, vê na caridade com esse ser frágil e dependente sua única alegria.
Como esse segundo tipo de pássaros, são as pessoas, presas a grades morais, sempre submissas a condições que nunca refletiram, e mais; descriminam todos os que pensam de forma livre, tratando-os como pessoas levianas, sonhadoras que não entendem a realidade.
Voltando a falar de prisões, não é com celas de cimento e ferro que me preocupo, mas com celas formada por: religiões, condutas morais, posturas acadêmicas, movimentos sociais, e todas os outros infindáveis materiais que nos aprisionam de forma inebriante e sutil.
Com simples martelos qualquer pessoa pode derrubar paredes de cimento e ferro. Mas qual a ferramenta que devemos utilizar para destruir paredes feitas com um material que não podemos ver ou tocar?
Embora viva eternamente descontente com essa condição de prisioneiro isso não me impede de realizar minha liberdade de outras formas, assim como um pássaro com as assas cortadas e engaiolado pode sonhar com o livre voou em uma imensidão de azuis, nós imobilizados em prisões que chamamos de lar, podemos sonhar ou criar outros tipos de realidades.
O que realmente me angustia não são os pássaros que, mesmo engaiolados, vivem em liberdade, pois em seus sonhos o céu esta sempre presente, mas aqueles pássaros que mesmo desprovido de qualquer empecilho físico, vivem em uma única árvore esperando as migalhas de pão de uma senhora que descontente com seus semelhantes, vê na caridade com esse ser frágil e dependente sua única alegria.
Como esse segundo tipo de pássaros, são as pessoas, presas a grades morais, sempre submissas a condições que nunca refletiram, e mais; descriminam todos os que pensam de forma livre, tratando-os como pessoas levianas, sonhadoras que não entendem a realidade.
Voltando a falar de prisões, não é com celas de cimento e ferro que me preocupo, mas com celas formada por: religiões, condutas morais, posturas acadêmicas, movimentos sociais, e todas os outros infindáveis materiais que nos aprisionam de forma inebriante e sutil.
Com simples martelos qualquer pessoa pode derrubar paredes de cimento e ferro. Mas qual a ferramenta que devemos utilizar para destruir paredes feitas com um material que não podemos ver ou tocar?
domingo, 13 de maio de 2007
Grades
A eterna busca pelo belo
Confunde-se
Com a inevitável dor
Dos que vêem
Fruto de uma incondicional
Incerteza
Buscam a vida
Nos mais altos dos muros
Pois a prisão
É Chamada de lar
Não mais sentem
A essência do mundo
Perturbados, desconfiados
Crianças se tornam homens
Que durante toda sua existência
Só verão árvores através de grades
Confunde-se
Com a inevitável dor
Dos que vêem
Fruto de uma incondicional
Incerteza
Buscam a vida
Nos mais altos dos muros
Pois a prisão
É Chamada de lar
Não mais sentem
A essência do mundo
Perturbados, desconfiados
Crianças se tornam homens
Que durante toda sua existência
Só verão árvores através de grades
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Uma simples duvida existencial.
Qual o lugar que devemos ocupar nesse emaranhado de experiências que vulgarmente chamamos de vida?
Para a maioria das pessoas é uma pergunta desnecessária, pois ao nascer já temos toda nossa vida pré-estipulada (não pela fortuna), é só seguir a cartilha e pronto, vivemos “felizes” e “realizados” como bons fantoches que somos.
Só que, entre todos os bonecos e marionetes existem aqueles que são Pinoquios, que sonham em não serem mais bonecos e terem uma vida “real” na qual novas experiências são vivenciadas sem dogmas ou regras, uma existência em que sentimentos aflorem sem nenhum requisito moral, social ou econômico. Se para que isso ocorra temos que passar por uma Odisséia pessoal, enfrentando todos a nossa volta apenas pelo simples motivo de poder sentir aquilo que quisermos, que assim seja!
Sendo assim, a questão que se seque é:
Até quando agüentar?
Para aqueles que já não são de madeira, sabem que é difícil ser feito de sonhos e sentimentos, não existindo volta, pois como o primeiro homem a sair da caverna de Platão, nunca mais poderemos ser iguais a nossos semelhantes.
O leitor já deve estar entediado de perguntas retóricas que em si não carregam duvida ou contradição nenhuma. Mas para não continuarmos com esse socratismo, e justificar o titulo, ai vai uma pergunta real:
Como é possível viver como um boneco no fundo de uma caverna?
Para a maioria das pessoas é uma pergunta desnecessária, pois ao nascer já temos toda nossa vida pré-estipulada (não pela fortuna), é só seguir a cartilha e pronto, vivemos “felizes” e “realizados” como bons fantoches que somos.
Só que, entre todos os bonecos e marionetes existem aqueles que são Pinoquios, que sonham em não serem mais bonecos e terem uma vida “real” na qual novas experiências são vivenciadas sem dogmas ou regras, uma existência em que sentimentos aflorem sem nenhum requisito moral, social ou econômico. Se para que isso ocorra temos que passar por uma Odisséia pessoal, enfrentando todos a nossa volta apenas pelo simples motivo de poder sentir aquilo que quisermos, que assim seja!
Sendo assim, a questão que se seque é:
Até quando agüentar?
Para aqueles que já não são de madeira, sabem que é difícil ser feito de sonhos e sentimentos, não existindo volta, pois como o primeiro homem a sair da caverna de Platão, nunca mais poderemos ser iguais a nossos semelhantes.
O leitor já deve estar entediado de perguntas retóricas que em si não carregam duvida ou contradição nenhuma. Mas para não continuarmos com esse socratismo, e justificar o titulo, ai vai uma pergunta real:
Como é possível viver como um boneco no fundo de uma caverna?
Menina Namorada
Mais que perfeita
Na constante miséria
Humana
Es a gota que...
Precede a Tempestade
Da felicidade
Pureza que só
A beleza revela
Paixão desnuda
Que o corpo queima
Sentimentos
Marcados a ferro na memória
Perfeição da forma
Nem passado
Nem futuro
Liberdade que...
Canta e dança
Coragem que...
Na luta se realiza
Menina namorada
Não mais gota
Mais a própria tempestade
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Oração
Dizem que todos temos que acreditar em alguma divindade. Como bom fiel que sou, compartilharei uma oração na qual a onipotência de meu Deus se faz presente:
Oh excesso
Seja presente em meus dias
Entorpeça-me
Com o doce sabor do vinho
Oh excesso
Traga-me a volúpia
A beleza de um ato sádico
O sorriso complacente de quem sente a dor
Oh excesso
Proporcione o sentir puro
A ausência de limites
A essência do viver
Oh excesso
Proteja-me
Dos falsos Deuses
Da moral e sensatez
Oh excesso
Conceba-me sua graça
E pelos quatro cantos
Pregarei sua glória
Cantarei sua canção
Devotarei minha vida
A sua existência
E todos saberão
Que es o único Deus
Oh excesso
Seja presente em meus dias
Entorpeça-me
Com o doce sabor do vinho
Oh excesso
Traga-me a volúpia
A beleza de um ato sádico
O sorriso complacente de quem sente a dor
Oh excesso
Proporcione o sentir puro
A ausência de limites
A essência do viver
Oh excesso
Proteja-me
Dos falsos Deuses
Da moral e sensatez
Oh excesso
Conceba-me sua graça
E pelos quatro cantos
Pregarei sua glória
Cantarei sua canção
Devotarei minha vida
A sua existência
E todos saberão
Que es o único Deus
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Não Tempo
A velocidade do tempo me assusta.. Todos os lugares, pessoas, comportamentos, idéias, que ontem eram minhas.. Hoje são datadas.. Assim como amanhã.. Negarei o agora.. Pessoas.. Deixando sentimentos inacabados.. Dia após dia passo despercebido por um amalgama de realidades.. Apenas mais uma pessoa sem rosto.. Estranho em minha própria casa.. Conquistamos a velocidade e perdemos a beleza.. Enquanto acordarmos para sonhos que não escolhemos.. Toda vida será negada.. Para enxergarmos a efêmera beleza do existir.. É necessário.. Parar e olhar.. E isso requer tempo.. Parar e olhar.. E isso requer tempo..
Só as flores são felizes..
Só as flores são felizes..
Assinar:
Postagens (Atom)