Dizem que todos temos que acreditar em alguma divindade. Como bom fiel que sou, compartilharei uma oração na qual a onipotência de meu Deus se faz presente:
Oh excesso
Seja presente em meus dias
Entorpeça-me
Com o doce sabor do vinho
Oh excesso
Traga-me a volúpia
A beleza de um ato sádico
O sorriso complacente de quem sente a dor
Oh excesso
Proporcione o sentir puro
A ausência de limites
A essência do viver
Oh excesso
Proteja-me
Dos falsos Deuses
Da moral e sensatez
Oh excesso
Conceba-me sua graça
E pelos quatro cantos
Pregarei sua glória
Cantarei sua canção
Devotarei minha vida
A sua existência
E todos saberão
Que es o único Deus
quarta-feira, 25 de abril de 2007
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Não Tempo
A velocidade do tempo me assusta.. Todos os lugares, pessoas, comportamentos, idéias, que ontem eram minhas.. Hoje são datadas.. Assim como amanhã.. Negarei o agora.. Pessoas.. Deixando sentimentos inacabados.. Dia após dia passo despercebido por um amalgama de realidades.. Apenas mais uma pessoa sem rosto.. Estranho em minha própria casa.. Conquistamos a velocidade e perdemos a beleza.. Enquanto acordarmos para sonhos que não escolhemos.. Toda vida será negada.. Para enxergarmos a efêmera beleza do existir.. É necessário.. Parar e olhar.. E isso requer tempo.. Parar e olhar.. E isso requer tempo..
Só as flores são felizes..
Só as flores são felizes..
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Carta a Deus
São Paulo 22/03/06
Caro senhor Deus, venho por meio desta protelar a injusta e nefasta condição humana.
O senhor nos concedeu um exuberante planeta, cuja, a riqueza da fauna e da flora são indescritíveis. Rios e mares nos fornecem água e alimentos em abundância, um solo que possui amplos recursos minerais. Enfim, um ambiente propício para a propagação da felicidade e comunhão de todos os seres vivos.
Diferente do que poderia ou deveria ser, vivemos em uma condição execrável. Toda beleza natural é devastada para que as pessoas possam aumentar suas finanças, sustentando uma estrutura social que cada indivíduo vale pelo que tem.
Proveniente dessa lógica, construímos cidades, templos em prol do consumo, no qual uma massa de pessoas sem rostos encontram-se e desencontram-se diariamente, sempre correndo, apressadas - atrasadas.
Não contente em lentamente destruir o planeta, nós, seres humanos racionais, inventamos conceitos e tipos sociais, pois não bastava abstrairmos sobre pobreza e miséria, tivemos que criá-los em escala industrial.
Sendo assim, peço respeitosamente que deixe um pouco de lado sua eterna luta contra o mal e seus afazeres entre querubins e santos e se volte para a miserável condição humana, e com sua magnitude torne o convívio entre todas as formas de vida harmoniosas. Mas por favor, peço que faça isso nesse plano, para que pessoas céticas como eu possam desfrutar.
Encarecidamente, rogo-lhe que não me venha com o péssimo argumento do livre arbítrio, pois como nos dois sabemos esse é um luxo para poucos e que a maioria das pessoas não tem a possibilidade de usufruir desse privilégio, o que de certa forma os redime de algumas culpas.
Atenciosamente
Cleber Alexsander.
P. S. Desculpe se pessoalmente não acredito em vossa existência, mas faço minha as palavras do poeta: “Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem duvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou!”
Caro senhor Deus, venho por meio desta protelar a injusta e nefasta condição humana.
O senhor nos concedeu um exuberante planeta, cuja, a riqueza da fauna e da flora são indescritíveis. Rios e mares nos fornecem água e alimentos em abundância, um solo que possui amplos recursos minerais. Enfim, um ambiente propício para a propagação da felicidade e comunhão de todos os seres vivos.
Diferente do que poderia ou deveria ser, vivemos em uma condição execrável. Toda beleza natural é devastada para que as pessoas possam aumentar suas finanças, sustentando uma estrutura social que cada indivíduo vale pelo que tem.
Proveniente dessa lógica, construímos cidades, templos em prol do consumo, no qual uma massa de pessoas sem rostos encontram-se e desencontram-se diariamente, sempre correndo, apressadas - atrasadas.
Não contente em lentamente destruir o planeta, nós, seres humanos racionais, inventamos conceitos e tipos sociais, pois não bastava abstrairmos sobre pobreza e miséria, tivemos que criá-los em escala industrial.
Sendo assim, peço respeitosamente que deixe um pouco de lado sua eterna luta contra o mal e seus afazeres entre querubins e santos e se volte para a miserável condição humana, e com sua magnitude torne o convívio entre todas as formas de vida harmoniosas. Mas por favor, peço que faça isso nesse plano, para que pessoas céticas como eu possam desfrutar.
Encarecidamente, rogo-lhe que não me venha com o péssimo argumento do livre arbítrio, pois como nos dois sabemos esse é um luxo para poucos e que a maioria das pessoas não tem a possibilidade de usufruir desse privilégio, o que de certa forma os redime de algumas culpas.
Atenciosamente
Cleber Alexsander.
P. S. Desculpe se pessoalmente não acredito em vossa existência, mas faço minha as palavras do poeta: “Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem duvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou!”
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