Existem diversas formas de grades, algumas feitas de cimento e ferro, outras de sonhos e ilusões, de condutas morais tidas como certas. A primeira pode prender o corpo, mas não a essência, pois mesmo tendo o corpo aprisionado, podemos pensar com liberdade, transpondo qualquer combinação de cimento e ferro. Afinal poucos hoje tem o privilégio de não terem grades em suas casas ou viver na triste condição de passarinho engaiolado, em viveiros de vinte ou trinta andares, o que de certa forma nos coloca como prisioneiros, que desesperadamente maquiam essa simples realidade em nome de poder viver seguros.
Embora viva eternamente descontente com essa condição de prisioneiro isso não me impede de realizar minha liberdade de outras formas, assim como um pássaro com as assas cortadas e engaiolado pode sonhar com o livre voou em uma imensidão de azuis, nós imobilizados em prisões que chamamos de lar, podemos sonhar ou criar outros tipos de realidades.
O que realmente me angustia não são os pássaros que, mesmo engaiolados, vivem em liberdade, pois em seus sonhos o céu esta sempre presente, mas aqueles pássaros que mesmo desprovido de qualquer empecilho físico, vivem em uma única árvore esperando as migalhas de pão de uma senhora que descontente com seus semelhantes, vê na caridade com esse ser frágil e dependente sua única alegria.
Como esse segundo tipo de pássaros, são as pessoas, presas a grades morais, sempre submissas a condições que nunca refletiram, e mais; descriminam todos os que pensam de forma livre, tratando-os como pessoas levianas, sonhadoras que não entendem a realidade.
Voltando a falar de prisões, não é com celas de cimento e ferro que me preocupo, mas com celas formada por: religiões, condutas morais, posturas acadêmicas, movimentos sociais, e todas os outros infindáveis materiais que nos aprisionam de forma inebriante e sutil.
Com simples martelos qualquer pessoa pode derrubar paredes de cimento e ferro. Mas qual a ferramenta que devemos utilizar para destruir paredes feitas com um material que não podemos ver ou tocar?
Embora viva eternamente descontente com essa condição de prisioneiro isso não me impede de realizar minha liberdade de outras formas, assim como um pássaro com as assas cortadas e engaiolado pode sonhar com o livre voou em uma imensidão de azuis, nós imobilizados em prisões que chamamos de lar, podemos sonhar ou criar outros tipos de realidades.
O que realmente me angustia não são os pássaros que, mesmo engaiolados, vivem em liberdade, pois em seus sonhos o céu esta sempre presente, mas aqueles pássaros que mesmo desprovido de qualquer empecilho físico, vivem em uma única árvore esperando as migalhas de pão de uma senhora que descontente com seus semelhantes, vê na caridade com esse ser frágil e dependente sua única alegria.
Como esse segundo tipo de pássaros, são as pessoas, presas a grades morais, sempre submissas a condições que nunca refletiram, e mais; descriminam todos os que pensam de forma livre, tratando-os como pessoas levianas, sonhadoras que não entendem a realidade.
Voltando a falar de prisões, não é com celas de cimento e ferro que me preocupo, mas com celas formada por: religiões, condutas morais, posturas acadêmicas, movimentos sociais, e todas os outros infindáveis materiais que nos aprisionam de forma inebriante e sutil.
Com simples martelos qualquer pessoa pode derrubar paredes de cimento e ferro. Mas qual a ferramenta que devemos utilizar para destruir paredes feitas com um material que não podemos ver ou tocar?
5 comentários:
Para mim, a questão é outra: será possível destruir tais paredes? Talvez seja possível destruir essas existentes, mas não se criarão outras??
Na verdade, não sei se a humanidade é capaz de suportar total destruiçâo. Acho o ser humano covarde o bastante para viver livre.
Muito bom cara e não pare de escrever pois você faz agente refletir bastante.
E destruir uma coisa que não vemos é complicado, pois as pessoas que não vivem livres não enxergam essas paredes talvez conseguiremos destruir se fizemos as pessoas não livres enxergarem as tais paredes...
Que será uma tarefa muito dificil nesse mundo bitolado que segue padrões.
Valeu
Você morreu???
Pendure um espelho no tabique e deleite-se!
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